Globalismo
| |
Resumo - Unibero
۩. Teoria radical
A teoria radical acredita que as corporações multinacionais e
bancos internacionais, que para os pluralistas são atores globalizantes, são na
verdade e por excelência agentes da burguesia internacional responsável por
manter os países menos desenvolvidos na condição de subordinação à economia
global capitalista.
۩.
Teoria da dependência
Teóricos da dependência consideram não apenas fatores
externos, mas também as limitações internas ao desenvolvimento, que parecem, na
verdade, reforçar os instrumentos externos de dominação. Percebe-se isso a
inablilidade de quebrar a relação de dependência pois
۩.
Teoria sistêmica
Estudam-se as relações internacionais entre um núcleo e uma periferia no
contexto do sistema capitalista mundial.
O maior representante da teoria, Immanuel Wallerstain, defende que para entender
o desenvolvimento global dos processos econômicos, políticos e sociais é
necessário acompanhar o desenvolvimento do sistema capitalista em si.
۩.
Estruturalismo nas Relações
Internacionais
Parte da idéia de que é necessária uma mudança estrutural no sistema
internacional, obedecendo ao ciclo do capitalismo.
O neo-estruturalismo prevê que o processo global interage converge com outros
processos da transformação social ocorrendo em vários níveis do sistema mundial.
Os governos exercem um papel secundário nas estruturas e forças sócio-econômica
e quando isso vem a implicar nas políticas mundiais.
۩.
Globalismo e Marxismo
O globalismo tem um débito intelectual com Marx em termos de seus métodos de
análise e premissas determinantes sobre o funcionamento, desenvolvimento e a
expansão do modo de produção capitalista.
A principal contribuição de Marx foi insistir que a sociedade deveria ser
estudada em sua totalidade. Um analista deve perceber como entre as diversas
partes da sociedade estão estabelecidas relações explícitas e implícitas. Ele
delimitou uma nova unidade de análise, mais ampla que a dos realistas e mais
específica que a pluralista.
Tem-se, contudo, evitado usar o termo marxismo para este paradigma porque há
ambos, marxistas e não-marxistas, desenvolvendo suas análises sob um ponto de
vista globalista, ou seja, partindo do pressuposto de que é do sistema
capitalista mundial ou das relações de dependência da economia política global
para uma análise das relações internacionais.
Entre os precursores intelectuais e influências do Globalismo, destacam-se ainda
Hobson e Lênin, com as teorias sobre o Imperialismo; Rosa Luxemburg e seu estudo
comparado sobre revolução e reforma; e Gramsci, e o construtivismo - que faz uma
ponte entre a teoria e a prática, destacando a importância da ação política.
۩.
Os 4 pressupostos básicos
1º) É necessário compreender o contexto global dentro do qual cada Estado ou
outras entidades interagem. Para isso, todos os níveis de análise são
considerados (individual, burocrático, social, entre Estados ou entre
sociedades.).
O comportamento de atores é explicado por um sistema que lhes constrange ou dá
oportunidades.
2º) A análise histórica tem toda a relevância para a compreensão do sistema
internacional.
Traçar a evolução histórica do sistema permite a compreensão da estrutura atual,
e dos mecanismos de dominação, das causas da desigualdade, etc.
3º) A existência de determinados mecanismos de dominação para impedir o
desenvolvimento homogêneo do mundo.
4º) Fatores econômicos são absolutamente determinantes. Os demais fatores
(políticos, sociais) são totalmente dependentes da economia, e não um domínio
autônomo como acreditam os realistas e pluralistas.
۩.
Características
- Toda a teoria é fundamentada a partir da análise do modo de produção
capitalista.
- A divisão Norte-Sul do mundo é sempre a que interessa, mesmo para explicar
períodos como a Guerra Fria, quando o mundo dividiu-se em Leste-Oeste. Para os
globalistas, mesmo os países socialistas estavam inseridos numa lógica de
economia global capitalista que os integrava ou constrangia de alguma forma.
- As relações internacionais não são um jogo de soma zero. Sempre há um vencedor
e um perdedor nas relações de exploração que o sistema capitalista propões aos
atores no sistema internacional.
۩.
Concordâncias
GLOBALISTAS - PLURALISTAS
Ambos dão ênfase a questões sócio-econômicas e de bem-estar social.
Estão mais afinados com eventos, instituições e atores operando tanto entre quanto dentro dos estados.
A bola de bilhar impermeável, que ilustra o Estado como único ator racional na concepção realista, é decomposta em suas partes integrantes.
Contudo, os globalistas não são otimistas em relação à
mudança pacífica baseada apenas na cooperação como forma de reverter o quadro
dos países menos desenvolvidos. Para eles, a natureza hierarquizada do sistema
internacional capitalista torna improvável que as nações industrializadas façam
concessões significativas às nações subdesenvolvidas. Por isso, propõe-se uma
passagem revolucionária da ordem mundial atual (de divisão internacional do
trabalho e imperialismo reciclado) para uma nova ordem mundial.
GLOBALISTAS-REALISTAS
Os globalistas reconhecem a anarquia do sistema
internacional, assim como os realistas. Contudo, se para os realistas é
necessário estabelecer a ordem no sistema internacional através do equilíbrio de
poder ou do exercício de poder hegemônico, (estabilidade ou guerra), para os
globalistas é a própria economia capitalista de mercado que ordena o
relacionamento dos atores do sistema internacional.
۩.
Críticas à teoria
A questão da causalidade
Alguns críticos questionam a relação de causa e conseqüência entre a dependência
e o subdesenvolvimento: se é a dependência a responsável pelo retrocesso
econômico e social ou se são os retrocessos econômicos e sociais que criam os
laços de dependência.
As limitações da teoria
Muitos críticos acusam o paradigma globalista insuficientemente empírico e
basear sua análise em apenas algumas construções teóricas gerais tais como
"dependência" e "sistema capitalista mundial". Além dessa crítica às ferramentas
de análise do globalismo, faz-se uma crítica também às propostas de
desenvolvimento autônomo e redistribuição de renda.
Sob o argumento de que os globalistas resumiram as operações do sistema
internacional ao processo de acumulação de capital e atividades relacionadas a
ela, os críticos reclamam à teoria uma abrangência maior da dinâmica e
polivalência das relações internacionais no campo da política, da diplomacia e
das alianças militares - segurança.
Outros se concentraram no fato de que os globalistas estão voltados de mais para
o meio externo e para os fatores internacionais para explicar a pobreza e a
dependência da periferia do sistema internacional e que as variáveis domésticas
(auto-gestão) são, por isso, subestimadas. Isso implica que a teoria não é
completa o bastante para explicar o fato de que países que recebem o mesmo
tratamento da comunidade internacional reagem de formas diferentes, demonstrando
melhor desempenho que outros. É o exemplo de Brasil, Singapura, Coréia do Sul e
Venezuela.