Onda de atentados deixa mais de 60 mortos no Paquistão

Mais de 60 pessoas, a maioria agentes das forças de segurança, morreram neste fim de semana em uma onda de ataques no noroeste do Paquistão que, segundo as autoridades, podem ser uma resposta à recente invasão da Mesquita Vermelha de Islamabad.

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Ocupação de estudantes no Paquistão

O governo paquistanês matou cerca de 108 pessoas que ocupavam a Mesquita Vermelha e a comunidade internacional nem se manifestou. Matou todos os supostos líderes do Movimento considerado extremista.  E, certamente, a direita autoritária está com um sorriso de vitória no rosto. Não deveriam sorrir, pois não venceram. Quem venceu foi a Al-Qaeda e o terrorismo. O sangue derramado na Mesquita Vermelho alimentará o desejo de vingança e dará forças para que outros se levantem e continuem a luta.

Essa ação do governo mostra que não foi por acaso que a Al-Qaeda  nasceu nessa região.

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Essa ocupação no Paquistão mostra o lado radical da História. Mostra que os militantes devem estar preparados para tudo e que a luta deve ser bem estruturada. No Paquistão a luta foi direta contra o autoritarismo opressor denominado, enganosamente, de Democracia. Certamente, as reivindicações dos ocupantes não eram menos pior do que isso. Mas a questão deveria ser resolvida por negociação. Contudo, isso não foi feito.

Por isso, nas ocupações radicais devem existir um grupo dentro e outro grupo agindo fora. Se matarem o que estão dentro, o grupo de fora mata todas as autoridades responsáveis pelo massacre. Não só isso, deve ser um movimento sem líder com ordens distribuídas aleatoriamente. Aponta-se, na internet, quem são os alvos e qualquer um do povo poderá atacá-lo a qualquer hora. 

O mal que os governantes podem causar aos movimentos sociais é infinitamente menor do que o mal que os movimentos coletivos podem causar aos governantes. Inclusive a História mostra vários exemplos disso. Mostra que os Movimentos Sociais sempre derrubaram e exterminaram reis, rainhas, czares, imperadores e ditadores.

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Se as ocupações das universidades públicas no Brasil não tivessem se resolvido com negociação, as próximas ocupações seriam iguais a esta do Paquistão. Mas até mesmo lá o governo busca a negociação. A única coisa lamentável é o fato desses estudantes não terem computadores conectados na internet, nem blog, nem email, etc.

Enfim, o Direito de Ocupação vai se disseminar pelo mundo como uma forma de luta e repúdio ao autoritarismo e à incompetência dos administradores públicos na gestão dos interesses da coletividade. Governantes e administradores públicos que não ouvem as reivindicações coletivas ganham ocupação de presente.

Agora temos que garantir, na Constituição, o Direito de Ocupação e a obrigatoriedade dos governantes e administradores públicos negociarem com os movimentos coletivos, impedindo-os de cobrir sua incompetência, na gestão dos interesses da população, com ações judiciais e uso da força policial.

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Segunda-feira, 09 de Julho de 2007 - Veja Online

Paquistão - Governo vai negociar com rebeldes islâmicos

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, anunciou nesta segunda-feira que vai convocar uma equipe de negociadores para tentar pôr um fim à rebelião na Mesquita Vermelha da capital Islamabad, que já dura quase uma semana. Na última terça-feira, estudantes radicais islâmicos tomaram a mesquita e iniciaram um violento conflito contra tropas do governo que já deixou 21 mortos. Musharraf, que desde a semana passada defendia uma solução pacífica para o impasse, com o intuito de evitar mais mortes, delegou para o ex-primeiro-ministro Chaudhry Shujaat Hussain a tarefa de comandar o time de negociadores.

A decisão de chamar a equipe surge depois de o ministro de Assuntos Religiosos do Paquistão ter denunciado à rede BBC, neste domingo, que mulheres e crianças foram feitas reféns dentro da Mesquita Vermelha. O ministro Ejaz-ul-Haq foi além: afirmou que os responsáveis pela crise são militantes envolvidos com a rede terrorista Al Qaeda, procurados pelas autoridades. O líder dos estudantes rebelados, Abdul Rashid Ghazi, nega que haja terroristas na mesquita, e sustenta que só estudantes dos madraçais do templo – as escolas religiosas islâmicas – controlam o local, sitiado por militares.

Segundo nova reportagem da BBC, os negociadores devem trabalhar ao lado de líderes islâmicos, que farão a ponte entre o governo e os rebelados. “Estamos fazendo nosso melhor para evitar o derramamento de sangue”, disse à TV britânica Hanif Jalandri, líder da organização que administra os madraçais paquistaneses.

Chineses – Na cidade de Peshawar, noroeste do país, três trabalhadores chineses foram mortos em um ataque relacionado à crise na mesquita de Islamabad. Especula-se que militantes islâmicos radicais estejam perseguindo chineses que moram no Paquistão. De acordo com a reportagem da BBC, a rebelião no templo da capital teria começado com o seqüestro, por parte dos estudantes rebelados, de sete chineses acusados de administrar um bordel. O governo chinês se apressou em condenar os assassinatos, e pediu que o Paquistão abra uma investigação sobre o caso.

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Paquistão negocia com militantes de mesquita cercada

BBC-Brasil - 09 de julho, 2007

Cerco de soldados em torno da mesquita já dura cinco dias

O presidente do Paquistão decidiu reunir uma equipe de negociadores especialistas em libertação de reféns para tentar encerrar o cerco à mesquita de Lal Masjid, a Mesquita Vermelha, de Islamabad.

O general Pervez Musharraf se reuniu com autoridades para discutir opções para colocar um fim ao impasse que já dura uma semana.

Ministros afirmam que dentro da mesquita estão militantes procurados pela polícia, que estão mantendo mulheres e crianças como reféns.

Em Peshawar, três trabalhadores chineses foram mortos em um ataque que seria ligado à situação da mesquita em Islamabad.

A China condenou as mortes em Peshawar e disse que o Paquistão precisa lançar uma investigação e tomar medidas apropriadas para proteger os cidadãos chineses no país, segundo a agência de notícias oficial do país, a Xinhua.

A correspondente da BBC em Islamabad Barbara Plett disse que o cerco à Mesquita Vermelha começou depois que estudantes da mesquita seqüestraram sete trabalhadores chineses que eles acusaram de manter um bordel.

Suprema Corte

Os últimos acontecimentos ocorreram enquanto a Suprema Corte do Paquistão anunciou que está analisando as questões legais cercando a operação para a retirada dos que estão dentro da mesquita.

Membros da oposição ao governo, a Aliança Islâmica, MMA, e clérigos da capital marcharam até a Mesquita Vermelha nesta segunda-feira.

Eles querem um cessar-fogo e acesso humanitário ao complexo, além de autorização da Suprema Corte para operações semelhantes no futuro.

Tiroteios teriam ocorrido durante a noite e na manhã de segunda-feira em volta da mesquita, mas os choques foram menos intensos do que os últimos dias, segundo testemunhas.

O general Musharraf realizou uma reunião com os serviços de segurança nesta segunda-feira na qual foi decidido o estabelecimento de uma equipe de negociação para garantir a libertação de mulheres e crianças que ainda estão no complexo.

Segundo informações, os negociadores trabalhariam com líderes islâmicos, que aconselharam o governo a não enviar soldados para dentro da mesquita enquanto ainda houver uma chance de acordo.

"Estamos fazendo de tudo para evitar o derramamento de sangue, especialmente de mulheres e crianças inocentes", disse Hanif Jalandri, uma autoridade de uma organização paquistanesa que supervisiona as escolas religiosas do país, as madrassas.

"Estamos tentando chegar a um compromisso que ponha um fim à crise de forma pacífica", acrescentou.

Mas o governo adotou uma postura mais severa contra os que estão dentro da Mesquita Vermelha.

O ministro de Assuntos Religiosos do país, Ejaz-ul-Haq, disse que os que estão no comando dentro da mesquita são "terroristas".

Pelo menos 21 pessoas morreram desde que o incidente começou com o Exército cercando a mesquita na semana passada. Entre as vítimas está um comandante do Exército morto a tiros dentro da mesquita no domingo.

Sem rendição

Ejaz-ul-Haq disse que os responsáveis pela tomada da mesquita são militantes envolvidos com a rede Al-Qaeda e procurados pelas autoridades.

O líder da mesquita, Abdul Rashid Ghazi, nega que haja militantes na mesquita e sustenta que só estudantes da escola religiosa dele e ele próprio controlam o local.

Ghazi disse também que ele e seus seguidores preferem cometer suicídio a se render. Ele ainda afirmou que cerca de 1,8 mil seguidores continuam no prédio, um número que não pode ser confirmado pelas autoridades.