Contra a repressão e o autoritarismo temos que usar a violência

Por Leonildo Correa 20/06/2007 às 15:00

Está chegando a hora do Movimento Estudantil erguer não só a bandeira da coletividade, mas segurar a bandeira bem alto com apoio de fuzis, lança-foguetes, granadas, etc. O autoritarismo está nos atacando e não podemos ficar calados enquanto sangramos. Não podemos deixar o medo nos vencer. Não podemos oferecer a outra face e aceitar as correntes como legítimas. Temos que reagir e perseguir os nossos perseguidores.

Eles nos atacam e continuam caminhando livremente pelas ruas como se nada tivesse acontecido. Continuando indo livremente para a repartição onde trabalham. Continuando vivendo como se nada tivesse acontecido, ou seja, fazem o mal para os outros, mandam a polícia prender e surrar os filhos dos outros e nada acontece a seus filhos. Isso não pode acontecer.

Os Administradores Públicos que mandaram a Polícia entrar e prender os estudantes da UNESP não poderão mais viver em paz e em segurança. Temos que ver a cara deles. Temos que escanear suas fotos e distribuir por aí. Assim, na próxima vez que eles forem vistos na rua deverão atacados violentamente com pedras e paus, suas casas devem ser depredadas e incendiadas, seus automóveis destruídos. Lembrem que o linchamento não pode ser punido, que a multidão enfurecida não pode ser controlada. Nós temos que fazer justiça com as próprias mãos, não podemos esquecer essas ofensas, esses ataques. Eles ousaram enfrentar a coletividade e impor sobre ela a sua vontade. Terão que pagar por essa ousadia.

Os administradores públicos que dominam a coletividade com o apóio da polícia devem ser destruídos e pisoteados pela coletividade. Nós estudantes temos a obrigação moral e ética de lutar contra isso, lutar contra essa repressão e esse autoritarismo que insiste em permanecer e nos atacar em pleno século XXI. Não podemos deixá-los prevalecer sobre a nossa luta, sobre a coletividade. Temos que vencê-los, porém isso somente acontecerá quando destruirmos todos eles.

Não adianta atacar a Polícia. Os policiais são mercenários que vendem seus braços para o autoritarismo. Temos que atacar violentamente quem chamou a Polícia e quem mandou a Polícia entrar no Campus. Temos que mirar nossa raiva e nosso ódio sobre esses governantes e sobre esses administradores públicos. Eles representam o mal. Eles usam o poder da coletividade para oprimir a própria coletividade.

Administradores Públicos que não respeitam a coletividade, não respeitam a sociedade e não respeitam o povo devem ser derrubados de seus cargos. A coletividade não existe para servir ao administrador público ou ao governante. A coletividade não existe para obedecer-lhes ou para seguir ordens autoritárias. Eles tomaram conta da coisa pública e atuam como se fossem proprietário. Por isso entram com reintegração de posse de um prédio público. Prédio que pertence à coletividade, principalmente à coletividade estudantil.

A Universidade é pública. Não é negócio de Reitor e nem de Governador. E esses administradores públicos tem que aprender a respeitar a coletividade, a sociedade e o povo. E cabe a nós estudantes ensinar-lhes esse respeito. Para isso só temos um caminho atacá-los violentamente em suas residências e casas, na rua, na Faculdade, em todas as partes.

Quem maneja a repressão e o autoritarismo contra a coletividade, contra a sociedade e contra o povo não pode ter paz e segurança em lugar nenhum. Não precisa todos os estudantes persegui-los por aí. Basta que apenas um grupo o faça de cada vez. Existem estudantes em todo o Brasil e em todas as partes. Só precisamos organizá-los, treiná-los e armá-los. Formar centenas e milhares de pequenos grupos que atuam no módulo sem líder. Grupos que deverão atacar esses desgraçados que ousam enfrentar a coletividade e impor o autoritarismo em uma sociedade democrática.

Temos que deixar bem claro, assim como fez o V no filme V de Vingança, que os governantes e os administradores públicos devem temer o povo. E que a decisão de enfrentar a soberania popular significará a sua completa ruína e destruição. Ninguém tem mais poder que a coletividade ou o povo e quem acha que tem deve ser chicoteado e punido.

Esses governantes e administradores autoritários comandam o mal e a desgraça dentro da sociedade. Por isso o Brasil não avança. Por isso as desigualdades não reduzem e a pobreza só cresce. Esses desgraçados usam, há mais de 500 anos, a polícia, a repressão e o autoritarismo para manter a ordem da exploração e da exclusão em vigor. Reprimem os Movimentos Sociais para continuarem roubando a coisa pública, criando normas inconstitucionais, matando trabalhadores nas periferias, enfim, para continuarem ganhando e se enriquecendo com o sangue e com a escravidão dos mais fracos.  Eles ganham com a nossa desgraça e com a nossa escravidão. Por isso usam a Polícia para manter tudo como está.

E quem comanda tudo isso, toda essa desgraça na qual estamos imersos, todo esse mar de desigualdades, opressão e tirania, tem que ser atacado e destruído. Não apenas eles, mas também o sistema que lhes alimenta e apóia. Esses desgraçados que atacam o movimento estudantil são financiados por empresas, então temos que atacar as empresas. Eles são apoiados por eminentes intelectuais, então temos que atacar os iminentes intelectuais. São respaldados pela mídia autoritária, então temos que explodir a mídia autoritária. Tudo aquilo que dá apoio e sustenta a repressão e o autoritarismo que nos chicoteia tem que cair, tem quer ser derrubado e destruído.

"Temos que destruir para reconstruir, eliminar a opressão para fazer florir a liberdade, explodir uma realidade para que outra possa se erguer sobre os escombros. Enquanto imperar a ordem criada pelos militares e pelo autoritarismo, enquanto os remanescentes dos militares e do autoritarismo dominarem a administração pública brasileira, não teremos paz e seremos escravos do sistema. Não haverá Democracia. Não haverá justiça e o povo não terá vez.

Para consolidar a democracia temos que limpar o Brasil. Destruir todos os resquícios do regime militar que ainda existem. Atacar com violência todos os mandantes da repressão e da opressão. Transformar em pó toda a base que os sustenta. Somente assim nós conseguiremos construir um país justo e democrático. Caso contrário continuaremos sendo reféns do autoritarismo e vivendo com medo de defender a coletividade.

Por que chamaram a polícia e prenderam os estudantes ? Para manter a ordem da exploração e da exclusão em vigor. Usam a força do Estado para defender seus interesses pessoais e particulares. Não negociam com a coletividade porque tomaram a coisa pública para si. Por isso, os grupos dominantes precisam ser destruído. E essa destruição tem que ser feita com a mesma violência com que eles nos oprimem.

O futuro está em nossas mãos. Podemos fugir e nos esconder, como temos feito a quinhentos anos, deixando que roubem, expropriem e destruam a nossa gente e o nosso país, ou podemos reagir e contar a garganta dos opressores. Eles começaram testando a UNESP para ver qual vai ser a nossa reação. Para ver se iremos correr ou se iremos enfrentar. E a minha decisão é enfrentar, começando a limpeza do Brasil agora.

Nós somos estudantes e somos jovens. Temos inteligência e temos tecnologia. Portanto, temos poder e força para destruir a ordem vigente, limpar o Brasil de cima até embaixo, e começar tudo de novo. A nossa liberdade está sendo atacada. Temos que resistir e lutar bravamente para proteger a coletividade, os nossos direitos e a nossa liberdade. Se abaixarmos a cabeça, eles irão bater na nossa cara.

Precisamos saber se há estudantes presos... Se houver temos que preparar um resgate cinematográfico.

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O que fazer quando estiver preso

Por Leonildo Correa 20/06/2007 - 16:00

Pelo encaminhamento das coisas, possivelmente, muitos companheiros, inclusive eu, serão presos pelo autoritarismo. A questão que surge é: o que fazer enquanto estiver na prisão ? a minha resposta é: acordos. Façamos acordos de cooperação e ajuda mútua com os presidiários que também são vítimas de uma intensa e dolorosa opressão e tirania.

Na prisão o autoritarismo é muito mais forte e violento, pois o indivíduo está sozinho e a mercê do Estado. É atacado em sua integridade física e moral, tendo os seus direitos constitucionais e humanos violados, não só por um momento, mas 24 horas por dia. Armazenam 60 presos onde cabem 16. E o judiciário autoritário não vê irregularidade nessa armazenagem. Diz que isso não é tratamento cruel e desumano e, pior, pune o juiz que manda soltar os presos que são submetidos a esse tipo de tratamento.

Nós e os presidiários temos inimigos comuns. Lutamos contra a mesma ordem, contra o mesmo autoritarismo, contra a mesma tirania e opressão.

Por isso, os companheiros que entrarem primeiro nas prisões devem buscar um acordo de cooperação com esse grupo de excluídos que são os presidiários, chamando os para a nossa luta e para as nossas trincheiras. E após a nossa vitória revemos suas condenações e penas. Assim, em pouco tempo constituiremos o exército dos excluídos e marcharemos sobre os grupos dominantes, sobre o autoritarismo, sobre a opressão, a tirania e as injustiças.

Somos dominados, oprimidos e excluídos porque somos separados e divididos. Uma coletividade não pode ser sufocada por muito tempo. Uma coletividade não pode ser oprimida por muito tempo. Se nós nos juntarmos não há poder capaz de nos parar. Precisamos reunir os oprimidos e mostrar-lhes a opressão e os opressores. Precisamos reunir os oprimidos e dar-lhes a possibilidade de escolher entre lutar contra essa ordem autoritária e excludente, buscando destruí-la de uma vez por todas, ou se dobrar a ela, aceitando a tirando e a opressão.

Certamente, os companheiros que estiverem fora da prisão deverão montar os planos e as ações para resgatar aqueles que estiverem encarcerados.