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Assistência estudantil é um direito do aluno |
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As exigências dos alunos, depois da ocupação,
precisa ser melhorada e ampliada. Isso porque os temas que estão
sendo publicados era para uma reunião com a reitora lá na FFLCH. Mas
a reitora não compareceu na reunião. Ignorou a nossa presença e as
nossas exigências. Logo, tivemos que ocupar a reitoria para sermos
ouvidos. E já que ocupamos, vamos pedir mais coisa. Contudo, chamo a
atenção para a precisão das exigências, pois se pedimos coisas
vagas, nos darão promessas vagas. Temos que ser sensatos, coerentes
e justo.
Por isso uma das exigências que temos que fazer é a declaração, no
Estatuto da USP, de que a assistência estudantil é um direito do
aluno que necessita e que, apesar das desigualdades e exclusão,
conseguiu entrar em uma Universidade Pública. Inclusive, nesta
semana, em uma reunião com a Coordenadora da Coseas, eu ouvi
exatamente isto: "As bolsas assistenciais da USP são liberalidades
da Universidade. A USP pode acabar com essas bolsas quando ela
quiser, etc".
Essa mentalidade acompanhada da falta de normas que transformem a
assistência estudantil em um direito do aluno pobre, deixa-nos a
mercê da precariedade, da instabilidade e das arbitrariedades de
órgãos como a COSEAS-USP, que cuida das bolsa. Não apenas aqui na
USP, acho que a assistência estudantil deveria constar de uma lei
federal e ser obrigatória em todas as universidades públicas, ou
seja, tem que ser um direito reconhecido por lei.
Tem que ser um direito do aluno porque os recursos envolvidos são
públicos. Não se faz liberalidade com recursos públicos. São
recursos que devem ter uma destinação específica: assistência
estudantil. Por isso, o seu uso deve constar de lei.
Enfim, temos que batalhar para que a assistência estudantil seja
reconhecida como direito dos alunos que necessitam. Além disso, que
seja um direito garantido por lei. Somente assim conseguiremos nos
livrar das arbitrariedades dos órgãos que controlam a concessão de
bolsas.
Outro ponto que temos que inserir nessa pauta é a origem dos
recursos para a assistência estudantil. Temos que ter uma fonte fixa
de recursos. Não é possível ter bolsas se não há recursos. Além
disso, temos que impedir o desvio de recursos destinados à
assistência estudantil para outros fins.