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A carta do Pinotti |
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Queriam esconder a Carta do Pinotti
By Leonildo Correa 07/05/2007 At 16:25
Clique aqui para ver a carta do Pinotti para a Reitora
Algumas pessoas do movimento de ocupação queriam esconder a Carta do Pinotti e outras coisas mais...
Fui procurado por alguns indivíduos da ocupação que não gostaram da publicação da Carta do Pinotti. Queriam esconder a Carta e encobrir os fatos. Por isso vierem censurar-me, pessoalmente, pela publicação. E, possivelmente, são essas mesmas pessoas, de dentro do movimento, que começaram a bloquear o meu site.
Eu estava considerando que essa coisa era séria. Escrevi sobre os fatos e tenho tentado segurar o movimento na internet. Contudo, se vão começar a encobrir ilegalidades, a fazer acordo secretos e de benefícios pessoais contra os interesses da coletividade, vou reconsiderar a minha posição de apoio e começar a pensar que estão nos usando como massa de manobra. O diabo se mostra nos detalhes.
Eu estou do lado da coletividade... Não do lado de fedelhos que
querem fazer joguinho de dominador.
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Isso explica o porquê da carta ainda não tem sido escaneada e
publicada na internet. Estão tentando encobrir um crime, uma
violação dos princípios da administração pública.
É por causa de coisa como esta que o movimento estudantil não vai
para frente. No meio do movimento as pessoas começam a praticar atos
em benefício próprio e contra os interesses da coletividade.
Escondem as picaretagens. Escondem os crimes. Não mostram a cara.
Alienam o movimento e tentam enganar a maioria dos companheiros.
Espero que a maioria das pessoas que ocuparam a reitoria corrijam
isso e restabelecem a coletividade como objetivo e não os interesses
pessoais desses pequenos fedelhos da burguesia. Caso contrário, tudo
vai por água abaixo, ou seja, perdemos o nosso tempo.
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Carta-bomba do Pinotti para Reitora da USP
By Leonildo Correa 07/05/2007 At 11:47
Carta-bomba do Pinotti para Reitora da USP é prova da quebra de
autonomia da Universidade e constitui quebra do princípio da
moralidade administrativa.
O movimento de ocupação da reitoria da USP descobriu, nos arquivos
da universidade, uma carta enviada pelo Secretário de Ensino
Superior, José Aristodemo Pinotti, para a Reitora da USP. Carta esta
enviada no dia 02/02/2007 e cujo objeto, acreditem, é o pedido de
vaga na Pós-graduação da USP para um funcionário do gabinete do
Secretário.
Vejam o tamanho da petulância e da imoralidade administrativa. E
agora ? Cadê o mérito para entrar na USP ? Não é essa a desculpa que
utilizam para se negar as cotas para os estudantes pobres. Dizem:
"tem que ter mérito !!! Se não tem mérito não entra !!!"
Esse fato me fez lembrar do ex-juiz Nicolalau Gatuno. Ele também
entrou na Faculdade de Direito da USP pelas portas do fundo. Foi uma
cartinha como essa do senhor Pinotti que colocou o traste nas nossas
fileiras e deu no que deu. Certamente, o Nicolalu é o rei da
picaretagem, pois ele conseguiu virar juiz e desembargador sem nunca
prestar concurso público.
Pior do que o pedido de vaga na Pós-graduação é o pedido de bolsa
que consta no parágrafo seguinte. O Secretário não quer só a vaga,
quer que a vaga seja acompanhada de uma bolsa para o seu
apadrinhado, ou seja, o indivíduo é um servidor público do Gabinete
do Secretário, recebe um salário poupudo e ainda quer uma bolsa da
USP. As bolsas são destinadas a pessoas de baixa renda e não a
parasitas da administração pública.
Essa carta, por si só, mostra que a criação da Secretaria de Ensino
Superior, pelo Governo de São Paulo, constitui quebra da autonomia
universitária, pois o Secretário Pinotti já está até se sentindo
dono da USP e pedindo (em tom de exigência) vaga na Pós-graduação
para os seus apadrinhados. Cadê a autonomia universitária ?
Na USP se entra prestando vestibular ou sendo aprovado nos concursos
de Pós-graduação. Concursos que seguem editais e estabelecem as
mesmas regras para todos os participantes. Concursos que são feitos
pelas unidades acadêmcias e sobre os quais a Reitora da USP não tem
nenhum poder de decisão ou influência. Porém, neste caso, tudo isso
foi violado. Não existe na USP, pelo menos oficialmente, a
modalidade "envie um ofício para ingressar na Pós-graduação".
Além da quebra do princípio da moralidade administrativa, esse ato
constitui crime contra a administração pública. Crimes que passariam
em branco se não fosse a ocupação da reitoria. Agora que descobrimos
isso, vamos contar para todo mundo, inclusive para o Ministério
Público.
Eu recebi esta Carta na Sexta-Feira e desde então tenho tentado
verificar se o indivíduo citado está matriculado no Curso de Pós.
Porém, conclui que a matrícula do elemento é irrelevante. A carta,
por si mesma, já constitui quebra do princípio da moralidade
administrativa, constitui favorecimento ilícito, tráfico de
influência, etc.
Essa carta e a resposta do gabinete da reitora foram fotocopiados e
distribuídos para todos os presentes na ocupação. Além disso, eu
entreguei, hoje, cópias das mesmas para o CA XI de Agosto, para um
membro do Sindicato de Servidores que trabalham na FD e para o
Diretor da Faculdade de Direito da USP que, sendo uma pessoa sensata
e coerente, tomará as providências jurídicas cabíveis, a fim de
restabelecer a autonomia universitária, a lisura nos processos
seletivos de ingresso na USP e a moralidade administrativa.
Vejam, mal acabaram de criar essa Secretaria de Ensino Superior e as
picaretagens já começaram. Pior do que isso, a existência dessa
Secretaria cria uma hierarquia entre as Universidades e o Governo.
Com isso a autonomia universitária corre sério risco, pois o
controle das universidades viram politicagens. A autonomia tem que
ser restabelecida imediatamente e essa Secretaria de Ensino Superior
tem que ser extinta, assim como o apadrinhado do Pinotti, se quiser
entrar na USP, tem que ter mérito, prestar concurso igual os outros.
A porta dos fundos está fechada.
O que é estarrecedor na carta é o fato do Pinotti dizer que tem
grande satisfação em fazer tal pedido. Ele deveria ter é vergonha de
quebrar um princípio da administração pública. Deveria ter vergonha
de cometer essa imoralidade administrativa e manchar o nome da USP.
Demais textos sobre a ocupação da reitoria da USP