|
Por que publiquei a Carta do Pinotti |
Leonildo Correa - Faculdade de Direito
Clique aqui para ver a carta do Pinotti para a Reitora
Caso o original dessa carta tenha desaparecido da Reitoria, pois o movimento contra-revolucionário para tentar esconder esse texto é muito intenso, a comprovação da existência da carta se prova pela letra no texto que foi redigido na Reitoria pelo Chefe de Gabinete da Reitora, assim como pela presença do aluno no curso de pós-graduação da Fea e pela existência desse servidor no Gabinete do Pinotti.
Se tivéssemos descoberto um quilo de cocaína no gabinete da Reitora a polícia teria sido avisada imediatamente. Por que vamos esconder essa carta ? Não, não podemos. Por coerência ao movimento de ocupação que busca preservar a autonomia universitária é que devemos publicá-la. Não adianta proteger a autonomia universitária contra os decretos se a porta dos fundos está aberta e estão entrando na USP por meio de ofício enviado ao Gabinete da Reitora.
A saída mais provável que poderá ser utilizada pelos envolvidos será dizer que o curso não é da USP, mas aí terão que explicar o porquê do pedido ter sido encaminhado para a Reitora, assim como o fato do Pinotti dizer claramente que é um curso dessa conceituada universidade e o chefe do gabinete dizer que o Pinotti solicita uma vaga para seu empregado.
As pessoas que receberam essa carta e se calaram são colaboradores do mal. Omitiram-se, resignaram-se, foram indiferentes. Se estivéssemos na Alemanha nazista também estariam colaborando com Hitler na elaboração do Holocausto e no envio dos judeus para os campos de concentração ? A primeira regra é: não colabore com o mal. A segunda: lute contra ele. Mas o pior de tudo é que tentaram calar a coletividade e fazer com que todos os alunos presentes na ocupação também colaborassem com o mal.
Além disso, publiquei esta carta para acabar com a censura e com as ameaças que ela estava trazendo-me. Textos que falavam da carta estava sendo apagados do CMI. Agora que ela foi publicada. Nada mais pode ser feito. Os fatos foram divulgados como deveriam ter sido desde o início. Quem luta pela coletividade não pode esconder nada da coletividade..