Consciência

Autor: Leonildo Correa - Instituto OCW Br@sil  

A consciência é definida, nesta Teoria, como um sistema analítico que avalia informações, saberes e conhecimentos, gerando novas informações, saberes ou conhecimentos, ou então, emitindo, após esta análise, uma sentença, uma decisão que deverá ser executada. Uma sentença que deverá ser transformada em ação pelo indivíduo, ou seja, um fazer ou não-fazer.

Ilustrativamente, a consciência pode ser comparada a um juízo ou uma vara judicial. O juízo ou vara judicial, através do processo judicial, analisa provas, fatos, etc. A consciência, através de processos mentais (pensamentos), analisa informações e conhecimentos. A vara judicial emite uma sentença, uma decisão, que deve ser executada ou que reconhece um direito ou uma pretensão. A consciência também emite uma sentença que deve ser executada ou que forma uma nova informação, saber ou conhecimento.

Além disso, a consciência é constituída por vários subsistemas interligados, incluindo subconsciências específicas, processos mentais, memória, etc. Todos estes elementos interagem dentro do sistema-consciência, auxiliando, facilitando ou possibilitando os seus processos.

É válido ressaltar ainda que o sistema-consciência é um sistema que movimenta energias. Isso porque todos os processos mentais, realizados nesse sistema, são processos energéticos. A maior evidência disso é o fato das informações, saberes e conhecimentos, captados pelos sentidos humanos, serem transformados em energia para serem analisados no sistema-consciência.

Os subsistemas da consciência são consciências específicas que reúnem assuntos/temas específicos. Por exemplo, a consciência política trata de temas/questões relacionadas ao Estado, ao Governo e aos interesses da sociedade ou do agrupamento social. A consciência coletiva trata de temas/questões relacionadas com grupos pequenos e próximos do indivíduo e nos quais ele está inserido: família, amigos, Igreja, comunidade, etc.

Já a consciência social trata dos temas/questões relacionadas com a sociedade ou país no qual se vive. Na subconsciência social estão estacionados o direito positivo, os costumes, as instituições, etc. Enquanto a consciência política é uma consciência de formação dos institutos e das instituições, assim como de participação do cidadão nesta formação. A consciência social é local de consolidação e execução daquilo que foi formado.

Mas por que uma divisão por temas/assuntos? A resposta é simples: porque a consciência é um sistema analítico de informação, saberes e conhecimentos. E as informações, saberes e conhecimentos dividem-se em temas/assuntos. Mais do que isso, esses temas/assuntos são assimilados, ou construídos, pelo indivíduo, com o passar do tempo e ao longo de sua vida. Essa assimilação, ou construção, é acumulativa.

Em outras palavras, a consciência se desenvolve através da aquisição (assimilação ou construção) gradual de informações, saberes e conhecimentos. Essa aquisição é formatada, dentro da consciência, na forma de uma cebola, onde cada camada representa uma subconsciência. As camadas iniciais representam as subconsciências relacionadas com a família, a escola, etc… Camadas formadas pelas aprendizagens iniciais do indivíduo. Conforme o indivíduo cresce, aumenta a quantidade de informações, saberes e conhecimentos em sua consciência. Logo, novas camadas são formadas, surgindo, assim, as demais subconsciências.

Além disso, é válido assinalar que o desenvolvimento de cada uma dessas consciências específicas, e a consciência individual como um todo, depende das informações, saberes e conhecimentos que o indivíduo adquiri/possui. Sem informações, saberes e conhecimentos específicos as consciências específicas não se desenvolvem, ficam limitadas.

Certamente, informações, saberes e conhecimentos de determinada consciência, por exemplo, da consciência coletiva, são de domínio público e estão presentes em todos os grupos sociais. Porém, quando assimiladas e expressas por uma consciência individual, ela passa pelo filtro daquela consciência: valores, costumes, idéias, etc. Logo, todos os indivíduos possuem dados parecidos, mas não assimilam e nem expressam estes dados da mesma forma, construindo, assim, aquilo que se denomina conhecimento.

Já a consciência política necessita de informações e conhecimentos mais seletos, mais restritos, ou seja, depende de um nível mais alto de formação e saber. Coisa incomum para a maioria dos indivíduos. Contudo, todos os indivíduos possuem o mesmo potencial de desenvolvimento. Basta apenas acessarem as informações, os conhecimentos e os saberes que a consciência necessita para desenvolvê-la e expandi-la. Sem informação, saberes e conhecimentos a consciência não se desenvolve, fica inibida, restrita, limitada.